22 agosto 2011

A Matemática das Vendas

Como a matemática se relaciona com vendas? Quem me fez esta pergunta meses atrás, foi o jornalista Márcio Simões, editor da revista “Cálculo – Matemática para Todos” da editora Segmento. Achei a pergunta instigante e marcamos um encontro em meu escritório. A conversa foi muito agradável e durou horas que passaram voando.

O resultado desta entrevista está na reportagem de sete páginas que saiu na edição passada da revista Cálculo. Confira a matéria na íntegra em http://www.salesolution.com.br/pdfs/midia/145.pdf e não perca a oportunidade de conhecer esta revista muito bacana na próxima vez que passar por uma banca.

Boa leitura e excelentes cálculos!

Renato Romeo

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16 agosto 2011

A geração que não repetiu

Todo empresário ou gestor precisa ser multifuncional. É um montão de conhecimentos, responsabilidades e preocupações só para fazer a caldeira funcionar. Muitas delas são em função do mercado e da concorrência. Outras, apenas para cumprir as exigências ou deficiências do governo. Acredito que teremos de acrescentar mais um item nesta extensa lista: educação básica.

Meses atrás eu perguntei a um funcionário qual era o percentual de e-mails que tinham sido lidos numa ação de marketing que fizemos. Ele ficou mudo. Perguntei de novo e nada. Então pedi quantos e-mails foram enviados e quantos retornaram. Ele me deu as duas informações na hora. Foi ai que caiu a ficha de que o rapaz – apesar de estar no terceiro ano da faculdade – não sabia calcular percentagens.

A maioria dos dirigentes e gerentes está atenta à questão da falta de qualificação dos profissionais que está deixando um montão de vagas em aberto em nosso país. Porém, quando vi a dificuldade daquele funcionário, me toquei que o buraco era bem mais embaixo, pois não estamos falando de conhecimento técnico, mas do básico do básico.

Na área em que sou especialista, para que um vendedor seja eficaz é necessário um conjunto de técnicas sobre negociação, abordagens e estratégias. E é isto o que ensino aos meus alunos. Só que agora, as empresas terão também que começar a se preocupar se seus vendedores sabem calcular um mero desconto ou escrever um simples e-mail em bom português para seus clientes.

Quando comentei o ocorrido com uma amiga que é educadora, ouvi que isso era a “geração dos que não repetiram” que estava chegando agora ao mercado de trabalho. Ela se referiu à progressão continuada de séries, estabelecida em 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação – que, na prática, fez com que os alunos passassem automaticamente de ano.

Eu acredito que não é só isso. Temos que também levar em conta fatores como a baixa qualidade do ensino e dos métodos usados, a falta de escolas qualificadas e a pouca participação dos pais no processo de educação dos seus filhos. E não se pode descartar a própria tecnologia, pois se de um lado tenho escutado que jogar vídeo games está fazendo que cirurgiões recém formados tenham mãos mais precisas que profissionais com 10 anos de estrada; por outro, as salas de bate-papo, o twitter, o celular e as redes sociais tipo facebook, estão ajudando a destroçar ainda mais o português da rapaziada.

Imagine um vendedor escrevendo num e-mail para o cliente: “Blz, naum tem prob. Axim q xegar o pdido koloko pra fat. []s”. Como empresário e educador, nunca me passou pela cabeça ser necessário aplicar um teste básico para ver se um candidato com nível superior é analfabeto funcional em matemática ou português.

No meu caso, tive que parar o que estava fazendo e dar uma aula de percentagens para um jovem de 19 anos. Também pedi ao gerente dele que ficasse de olho nos e-mails que o garoto escrevia para clientes.

Este funcionário não trabalha mais comigo, mas ele trouxe uma grande contribuição que quero compartilhar aqui: antes de contratar qualquer funcionário, mesmo que tenha diploma universitário ou pós-graduação, peça para ele fazer umas contas, dizer a tabuada e escrever um e-mail. Simples e chato, mas pode evitar que sua empresa tenha que cobrir a lacuna deixada lá trás por “fessoras” ou “fessores”.

Um grande abraço e até o próximo post!

Renato Romeo

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