01 dezembro 2015

Como uma empresa destrói sua marca: a Sony e eu


Você se lembra da série “Missão Impossível”? Depois até virou filmes com o Tom Cruise. No inicio, tinha sempre aquela cena clássica, com a mensagem da missão sendo passada aos agentes, onde se ouvia no final: “Está mensagem se autodestruirá em cinco segundos!”. Surgia uma fumacinha e a mensagem ia para a cucuia... Pois bem, me senti assim com a minha TV Sony. O pior é que não sou apenas eu, são centenas (ou será milhares?) de consumidores na mesma situação.
Você compraria um produto que custasse em torno de R$ 3 mil reais e que durasse apenas 2 anos, ou menos, virando fumaça depois disso? Pois é, o desavisado aqui fez isto em agosto de 2013. Feliz da vida, comprei uma TV Sony Bravia 50'' (modelo 50W705A), pagando exatos R$ 2.999,00 (NF 1657609).
Veja, estou com quase 50 anos e comprei esta TV para a sala da minha casa nova, pois a Sony havia conseguido, ao longo de tantos anos, construir um excelente conceito de marca em mim. Para os demais cômodos, escolhi outras marcas e modelos mais baratos e com reputação de menor qualidade. Mas na sala, não, eu queria uma Sony! Erro meu.
É inacreditável como certas empresas gastam milhões em propaganda e marketing, tentando imprimir uma imagem de qualidade, tecnologia e segurança em seus clientes potenciais para, então, jogar tudo pelo ralo, após o cliente gastar seu dinheiro com elas. Para mim, foi assim com a Sony.
Se você entrar no site deles, verá escrito: “Na Sony, nossa missão é ser uma empresa que inspira e satisfaz sua curiosidade. Nossa paixão infinita por tecnologia, conteúdo e serviços, além da incessante busca por inovação, permitem com que possamos oferecer emoção e entretenimento inéditos de maneiras que só a Sony é capaz. Criando novas culturas e experiênciasTudo o que fazemos é para trazer emoção.
Analisando-se friamente, esta declaração de missão não deixa de ser verdade: a Sony me proporcionou enormes emoções , todas desagradáveis, desde que percebi a péssima escolha que fiz ao adquirir uma TV da marca deles.
Vou resumir o que aconteceu comigo – e com mais um montão de outros clientes, como pude constatar –, para que você entenda que tipo de emoção e experiências se pode ter ao escolher uma Sony.

QUANDO A FICHA CAIU

No dia 27 de setembro último, ou seja, com apenas dois anos de uso, a tela da minha Sony Bravia começou a tremer do nada. Desliguei e liguei a TV. O problema persistiu. Era tarde e não havia como ligar para o SAC da Sony. Entrei na Internet para buscar uma solução. Foi quando percebi que poderia ter feito uma má opção ao comprar uma TV desta marca: encontrei inúmeros relatos de clientes que enfrentaram o mesmíssimo tipo de problema com os televisores da Sony!
Mas eu sou uma pessoa de fé! Mesmo cheio de receios e suspeitando ter entrado numa barca furada, liguei para a Sony no dia seguinte. A orientação recebida foi ligar e desligar a TV e reiniciá-la. O básico do básico, como se eu já não tivesse feito isto.
Por fim, me indicaram uma Assistência Técnica. Entrei em contato e confirmei todos os meus temores: quem atendeu disse que o problema era comum e que as pessoas normalmente desistiam do conserto, dado o alto valor – exatamente como nos relatos que havia visto na Internet!
Só para você ter uma ideia, dias depois, veio o orçamento:
. R$ 100,00 pela visita;
. R$ 328,00 pela mão de obra e...tchan... tchan... tchan...:
R$ 2.390,00 pela troca de placa!!! 
Isso, mesmo, ao todo, R$ 2.818,00 para consertar um produto de R$ 2.999,00, após somente dois anos de uso!
Como sou um sujeito curioso, pesquisei um pouco mais. Na verdade, apenas no site de reclamações ReclameAqui, é muito fácil verificar que existem hoje mais de 15 mil reclamações contra a Sony. Destas, mais de 6 mil estão relacionadas com seus televisores e, dessas, quase 4 mil, à linha Bravia. Sim, são estes os números. A Sony é classificada neste site como uma empresa "Não Recomendada", com uma nota de 2,61 de dez pontos possíveis!
Sendo ainda mais específico, só no ReclameAqui existem pelo menos 112 reclamações específicas ao modelo exato que comprei: o 50W705A. Em outros sites de reclamações, nas redes sociais e no Youtube é também muito fácil encontrar mais e mais relatos e vídeos demonstrando o mesmo: o produto quebra depois de um período médio de dois anos, ou menos, e para consertar o cliente gastará o equivalente a comprar uma TV nova!
Pensa comigo, mesmo que o cliente tenha adquirido a tal da "garantia entendida", ela é de mais um ano, além do primeiro ano de garantia do fabricante, certo? Se eu não estiver errado, o problema ocorre quando as duas garantias já caducaram... Só eu acho isso estranho?
Deixe-me ser mais detalhista para que você entenda que esta situação não é apenas um blá, blá, blá de cliente insatisfeito: relatos na Internet citam até a questão de “vício oculto” nas telas das TVs da Sony, ou seja, problemas com a qualidade dos componentes usados ou com o processo de fabricação! Isto constatado por avaliação técnica de Seguradoras. 
Procurando um pouco mais, você encontrará também até abaixo-assinados com petições de clientes se sentindo lesados com a aparente "obsolescência programada e defeitos na tela de TVs da Sony". Achará também processos em andamento, onde a empresa é processada por não ter resolvido este tipo de problema, mesmo com os produtos ainda dentro do prazo de garantia.

CADÊ O RECALL? 

Será, realmente, que os executivos da Sony acham isto tudo normal? TVs são bens de consumo duráveis, ou seja, aqueles que podem ser usados várias vezes e durante longos períodos. Não vejo ser correto uma TV parar de funcionar após 2 anos de uso. Ainda mais não sendo um problema isolado, mas que se repete com diversos clientes da Sony, como mostra a Internet.
Isto tem cheiro de ser um problema crônico, já conhecido de longa data pela Sony. Penso que algo vendido por um valor tão alto não poderia ter uma durabilidade tão ínfima. Mais ainda, cobrar para consertar um problema não causado pelo cliente, então, é coisa inconcebível.  Por que a Sony não segue os exemplos das Montadoras, que a torto e direito fazem RECALLS dos carros, assumindo publicamente seus erros?

A SITUAÇÃO PODE SER AINDA PIOR

Existem notícias do final de 2014, nas quais a Sony dava sinais que iria tirar o foco das áreas de TVs e Smartphones. Segundo seus executivos, a empresa faria o possível para voltar a dar lucros. Em fevereiro deste ano, a Agência Reuters divulgou a declaração de seu CEO, Kazuo Hirai, que dizia que a empresa realmente abandonaria estas duas áreas.
Agora, a pergunta que faço é a seguinte: se isto é verdade, porque eles ainda estão vendendo TVs no Brasil? Numa simples busca, feita hoje, encontrei facilmente televisores da Sony, com características semelhantes aos da TV que comprei, ainda sendo vendidos.
Seus preços? Desde R$ 2,5 mil até R$ 19 mil. Pensa comigo: apenas por hipótese, imagine a encrenca que um consumidor pode ter, ao comprar um produto de tão alto preço e ele simplesmente pifar, como no meu caso e no de tantos outros clientes? Mas eles estão ai, sendo vendidos!

MINHA VIA-CRÚCIS E A SOLUÇÃO DA SONY

Voltando ao meu caso, a duras penas consegui fazer com que minha situação chegasse aos ouvidos da Sony. Não sem antes perder horas e horas tentando enviar uma simples carta pelo site deles – a página simplesmente rejeitava meu texto, mesmo eu seguindo à risca as normas impostas ao texto.
Também tive que passar pelo dissabor do atendente do SAC da Sony simplesmente derrubar minha ligação, no meio da conversa, quando eu apenas tentava saber como poderia enviar a bendita carta à empresa. Decidi buscar outras formas de contato com eles: escrevi para a Assessoria de Imprensa da Sony, falei com jornalistas amigos meus, coloquei no Facebook e no Twitter. Deu certo, pois, no dia seguinte,  ligou uma mocinha educada, dizendo ser da área de “Casos Especiais” da Sony.
Com esperanças e energias renovadas, repeti toda minha história para ela e enviei um e-mail, registrando tudo o que havia ocorrida até aquele momento. Cinco dias depois a mesma mocinha me ligou novamente com a solução: "A Sony propõem dar um desconto para você consertar a sua televisão!" 
É isto mesmo, um desconto! Tal qual descrito nos inúmeros relatos que podem ser facilmente verificados na internet. Será que somente eu interpretei tal “solução” como estranha ou possivelmente arrogante? O que você acha?
Segundo a área de “Casos Especiais” da Sony, haveria duas possibilidades:
1) O conserto da TV ser feito sem a cobrança da visita do técnico (lembra dos R$ 100,00?) e com algum tipo de desconto sobre a placa defeituosa, ou;

2) Na inviabilidade técnica do conserto, a venda de um modelo “superior”, também com algum tipo de vantagem financeira.
Bem, seja como for, respondi que realmente não tinha interesse algum de investir qualquer recurso a mais, nem que fosse 1 centavo, com a marca Sony diante de um problema tacitamente ligado à qualidade dos componentes do televisor adquirido. Por fim, perguntei se aquela era a última posição da Sony. A atendente disse que não e que iria levar novamente o caso aos seus superiores.
Apenas para que você não fique imaginando que poderia ter sido um bom negócio aceitar o tal desconto, num relato de outro cliente, com o mesmo produto e o mesmíssimo problema, a Sony propôs reduzir o custo do reparo de R$ 2.750,00 para módicos R$ 1.780,00! E isso, agora, dia 19 de novembro. Será que ela não sabe que há alternativas, como por exemplo, adquirir outra TV– e, logicamente, de outra marca? 
Bem, foi a última vez que recebi um contato da Sony. Até hoje, já se passaram 3 semanas deste último contato... Até cheguei a escrever novamente para a tal área de “Casos Especiais” da Sony. Mas, nada, nenhum retorno. Seja por telefone ou por escrito. Aliás, em nenhum dos e-mails que enviei, obtive um retorno por escrito. Isto me faz passar pela cabeça as seguintes hipóteses:
1) A Sony não dará qualquer resposta, esperando que eu apenas me canse;

2) A estrutura da empresa terceirizada, que presta este serviços para a Sony, é orientada a não responder nada por e-mail. Caso seja isto, qual será o motivo?

3) Esta equipe de atendentes é mal capacitada, e como ainda não houve um retorno interno da Sony, seus integrantes não compreendem a importância de manter um cliente informado do que está acontecendo;

4) Os executivos da Sony não estão cientes do baixo nível de serviço sendo prestado pela estrutura dedicada aos seus clientes.
Podem haver outras razões, mas foram estas que me passaram pela cabeça.

CONCLUSÃO

Entenda que a pergunta original que fiz à Sony ao relatar meu problema foi simples: queria apenas saber se eles fariam algo! Nunca pedi, nem exigi nada, apenas relatei. Mas, de certa forma, a resposta foi dada: a Sony não fará nada, nem comigo nem com os demais clientes que tiveram o mesmo problema que eu – ou será que posso dizer, que cometeram o mesmo erro que eu?
Como disse, as montadoras vivem fazendo RECALLS para seus carros. Será que é porque percebem que seus erros podem causar acidentes e mortes? Mas se pensarmos bem, quanta infelicidade a Sony está causando aos seus clientes, famílias e lares com este tipo de postura? Quanta alegria acaba se tornando tormentos e tristezas?
Você pode me perguntar se farei algo. Não, não farei nada além do que estou fazendo aqui: contar a minha história. Quanto a você, tire suas próprias conclusões e tome suas próprias decisões quando for comprar uma nova TV. Você tem amigos? Parentes? Conhecidos? Vizinhos? Decida você mesmo se eles merecem estar cientes de tudo isto.
Alguns podem até querer me sugerir a entrar na Justiça, no Procon etc. Mas, todos sabemos o quão lento e complicado é isto no Brasil. Na verdade, como consumidor e cidadão brasileiro, me sinto desamparado, seja pelo Governo, pela Justiça, pela Saúde, pela Segurança. Fico pensando se empresas como a Sony têm a mesma postura com seus clientes nos EUA, na Europa ou no Japão...
Talvez seja exatamente atrás de todo este desamparo que muitas empresas se escondem. Blindados por termos de garantia e uma Lei cada vez mais morosa e cara, continuam a ignorar seus clientes, certos de que com um marketing maravilhoso conseguirão sempre atrair novos consumidores incautos. A nós, só resta o nosso direito final: optar por não comprar.
Na verdade, o que mais me motivou a escrever todo este texto foi meu filho menor, com 9 anos, ter perguntado o que faríamos com a “TV grande quebrada”. Sorrindo, ele sugeriu: “– Posso usar a TV como alvo no meu aniversário? Eu e meus amigos podemos usar estilingues e ver quem acerta. Bela sugestão...

23 setembro 2015

O Medo e as Vendas

Qual seria a origem de todos os medos? A meu ver, é a falta de informação.  O ser humano teme aquilo que desconhece.  Muitos temem a morte por não saberem o que virá depois. Tememos também as mudanças, por não sabermos se serão boas. Temos medo do futuro, seja dos nossos filhos, dos nossos empregos, de nossas empresas ou mesmo de nosso país, visto que não temos a mínima ideia de como será agora.


Como será o amanhã? Economistas e outros profissionais vivem fazendo previsões – sejam elas sobre as taxas de juros, sobre o câmbio do dólar, sobre a inflação ou os preços das commodities. Ciganas, cartomantes e o saudoso senhor do realejo que ficava na praça, também ganham a vida à custa de nossa falta de informação e do nosso medo – ou talvez apenas de uma curiosidade extrema – sobre o futuro.

A falta de informação gera incertezas. A incerteza nos traz ansiedade e impaciência, nos levando a cometer erros. É exatamente ai que mora o perigo, quando falamos de vendas! Um vendedor ansioso e impaciente, que não sabe o que virá pela frente ao trabalhar um cliente, fica com medo de não conseguir fechar uma venda e acaba cometendo muitos erros. No final, deixa realmente o cliente “escapar” – não gosto desta expressão, pois parece que o cliente estava amarrado e fugiu, mas não veio outra à mente. O medo de perder acaba sendo uma profecia que se autorrealiza.

Vejo a todo o momento vendedores afugentarem seus clientes em função de suas próprias inseguranças. É na loja, onde a mocinha pergunta “– O senhor não vai levar mais nada hoje? Não está precisando de algo mais?”, “ – Olha, se a senhora for realmente levar, dá para fazer um bom desconto! Dá pra baixar uns 5%, mas se eu falar com o gerente, ele tira uns 10%...”.  Fica evidente que com toda esta crise e incertezas que nos rodeiam, o medo se intensificou e os erros em vendas se afloraram.

E é bom deixar claro que as falhas aumentaram não apenas com os vendedores do varejo. Tem muito vendedor que atende empresas entregando propostas antes da hora, apenas para que se comparem preços e se compre da concorrência. Ou tentando vender para quem não tem o poder de compra. Ou dando descontos sem necessidade, por medo de perder a venda. Ou mesmo enchendo o pipeline de linguiça, para não tomar lavada do gerente ou perder o emprego. Isto, apenas para citar alguns exemplos. É a incerteza causando medo e o medo provocando erros.

Como sair deste circulo vicioso? Quando um profissional de vendas sabe o “como” fazer, ele adquire mais informação, reduz suas incertezas, diminui seu medo e ganha confiança para agir de forma mais racional e correta. A chave é a preparação!

Como disse no meu artigo anterior – A crise, os vendedores e os dinossauros – aperfeiçoar a equipe de vendas tornou-se agora imprescindível, pois o horizonte não aponta para avanços imediatos.  Note que, para mim, o momento também é desafiador, principalmente devido à ansiedade dos clientes, que buscam uma melhora rápida no desempenho de suas equipes de vendas. No entanto, vejo que o conforto vem logo em seguida, em função dos resultados que, com a contribuição dada, não demoram a aparecer e tendem a ser permanentes.

Não adianta ficar jogando búzios ou apelar para a bola de cristal. A melhoria nas vendas e um futuro mais promissor virão da capacidade do profissional se preparar corretamente para uma série de atividades inerentes ao dia a dia de vendas. 

Recorrer para a simples motivação também não adianta (já escrevi sobre este tema há alguns anos: Motivação? Não, obrigado!). Quem me conhece, sabe como penso: o que motiva um vendedor são resultados!

Um vendedor motivado, mas despreparado, acabará cometendo os mesmos erros de sempre, só que de forma mais intensa. E com a crise, a situação agora se agrava ainda mais. Diante de tantas demissões e do dinheiro valendo cada vez menos no bolso, é ingenuidade gerencial pensar que um simples papo motivacional fará com que um vendedor produza e ganhe mais.

Quem não tomar a vida nas próprias mãos, acabará sendo refém de seu próprio destino. Pense nisso...

Boas vendas e excelentes negociações!

Renato Romeo
SaleSolution Desenvolvimento de Vendas

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03 setembro 2015

A crise, os vendedores e os dinossauros

A crise depura. Talvez este seja o efeito menos percebido do momento em que vivemos. Como Charles Darwin expôs em sua teoria, apenas os mais fortes ou aqueles que se adaptam de forma mais rápida, conseguem sobreviver diante de mudanças abruptas ou da insuficiência de recursos. Aconteceu com os dinossauros e com outras tantas espécies – foi só a Terra esfriar ou cair um baita meteoro por aqui, que um monte de animais e plantas teve que evoluir ou, então, ir “pra cucuia”.


Apresente-me um profissional que sobreviveu a uma crise e estarei diante de alguém que conhece algo a mais: suplantar as dificuldades da escassez.  E como no Brasil já fazia mais de 25 anos que não enfrentávamos uma situação tão difícil quanto esta, fica fácil concluir que a maioria dos profissionais de vendas que estão hoje por ai – ou mesmo gestores e empreendedores – nem tinha nascido ou era muito criança para lembrar-se de como é conviver vendendo com inflação subindo e poder aquisitivo minguando.

A situação de nosso país está abalando as vendas e os vendedores? Lógico que está, mas talvez poucos entendam certo ângulo da questão, que pode fazer uma baita diferença entre a sobrevivência ou extinção de muitas empresas e carreiras. Vou explicar meu ponto de vista: a crise tornou os erros em vendas mais evidentes, ou seja, aquilo que não se percebia na abundância se tornou explícito na escassez!

Todavia, é importante perceber que a escassez pode ser apenas aparente! Deixe-me explicar melhor. Já faz um bom tempo que trabalho em vendas – só com a SaleSolution lá se vão 17 anos. Nestes anos todos, sempre que perguntei qual era a taxa de win/loss de um vendedor – de uma equipe ou de uma empresa – ouvia respostas que variavam entre 5% a 20%. Raramente obtinha respostas com eficácias maiores.

Estou tratando aqui da relação entre número de oportunidades nas quais um vendedor trabalha e quantas ele fecha. Ter uma taxa de win/loss de 10%, por exemplo, significa que de cada 100 clientes com os quais uma equipe de vendas trabalha, com dez se fecham negócios e com os outros 90 clientes se perdem negócios – e pasme, geralmente, ninguém fica vermelho de raiva ou vergonha ao citar tamanho desperdício!

Vejo na mídia diversos depoimentos de empresários e vendedores dizendo que as vendas diminuíram 15%, 30% ou até bem mais com a crise. Muitos reclamam que os clientes sumiram. Sim, é fato! As pessoas agora pensam mais antes de gastar. Acabou a abundância. Estão ponderando entre o que é um simples desejo, o que é importante e o que é realmente essencial. Eu e você estamos fazendo isso agora, adquirindo apenas o que é imprescindível.

Mas se voltarmos à taxa de conversão, o win/loss, a menos que sua empresa venda terrenos na Lua, se ela existiu até agora é porque pessoas precisam de seus produtos ou serviços, certo? Digamos então que, com a crise, metade dos seus clientes potenciais simplesmente deixou de procurar por aquilo que você vende.  Se antes eram 100, agora são 50. Caso sua taxa se manter em 10%, como no exemplo dado, agora apenas cinco negócios serão fechados – onde antes eram dez. Suas vendas, seu emprego e sua empresa irão para o buraco!

Mas se a taxa de conversão subir, digamos, para 30%? Suas vendas, mesmo com uma menor quantidade de clientes, subirão, sendo agora 15 onde no passado, com o dobro de clientes, eram apenas 10. Eu não estou louco, estou apenas dizendo que é possível subir as vendas em 50% mesmo com a redução de 50% na quantidade de clientes! Basta trabalhar-se a eficiência de um vendedor!

Você pode até pensar que isto é apenas besteirol matemático, mas não é. E olhe que, em nosso exemplo, uma eficácia de 30% ainda significa jogar fora 70% dos negócios potenciais. Falando bem sério, não é impossível se ter uma equipe com 80% de eficácia em vendas. E mesmo assim, estaremos ainda falando de jogar 20% do trabalho no lixo. Mas fazer o quê? Já deixei de cobrar a perfeição das pessoas há muito tempo...

Como conseguir isto? Bem, se você perguntar para seus vendedores por que eles perderam algum negócio, ouvirá respostas como “a empresa não investe em marketing”, “nossos preços estão altos”, “o produto ou serviço da concorrência é melhor”, “foi uma decisão política do cliente”, “não tive apoio interno” e por ai afora. Certamente nenhum vendedor vai chegar e dizer: “Perdi porque errei!”.

Mas é exatamente isto que está acontecendo a todo o momento e ficando cada vez mais evidente diante da escassez e da crise – e note que a culpa pode não ser dele por não ter recebido a devida capacitação para vender melhor. Será que você me entende? É preciso perceber, de uma vez por todas, que vendas é profissão e exige que quem a exerça saiba um conjunto de técnicas e processos, tal qual um engenheiro, um advogado ou médico.

Chegou a hora de se executar com precisão! De nada adianta uma empresa ter um monte de pessoas atirando para todo lado e torcendo para acertar algum cliente. Mesmo porque, este alvo ficou mais raro. As empresas têm que ter snipers – atiradores de elite – ao invés de soldados bem-intencionados, mas mal capacitados.

Estamos num momento de equilibrar nossos sentimentos e pensar de forma racional, pois extremos são perigosos. Da mesma forma que a abundância passada pôde ter deixado muitos profissionais e empresas eufóricos, não fazendo nada para aperfeiçoar sua força de vendas, ficar em pânico agora, diante da escassez de clientes, pode fazer com que se aja sem pensar.

Aperfeiçoar a equipe de vendas tornou-se agora imprescindível, pois o horizonte não aponta para melhoras imediatas. Caso não se dê a devida atenção à forma com a qual os vendedores das empresas atuam, poderemos ter em breve um monte de novos fósseis, tais quais os dinossauros, espalhados por ai – alguns muito novos, que nem tiveram chance de construírem suas carreiras, outros mais experientes, saudosos dos tempos de euforia e abundância.

Pense nisso...

Boas vendas e excelentes negociações!

Renato Romeo
SaleSolution Desenvolvimento de Vendas

14 maio 2015

O livro Vendas B2B está em busca de uma nova editora

Olá,

É com tristeza que informo a todos os amigos e visitantes do meu blog, que meu livro, o Vendas B2B: como negociar e vender em mercados complexos e competitivos, não mais está sendo impresso pela Editora Pearson.

Segundo a editora, a decisão se deu em função da mudança do foco de negócio deles, que agora é voltado para a área de Sistemas de Ensino e não mais em livros de negócio. Como autor, apesar de não ser uma notícia boa, só devo agradecer, tanto à Pearson como aos milhares de leitores, pelos sete anos de parceria que tornaram esta obra tão significativa no Brasil.

Bem, agora estou em busca de uma nova editora que possa se interessar pelo livro. Por esta razão, lhe peço uma gentileza: caso você conheça alguém no mercado editorial e acredite que possa facilitar algum contato, por favor, encaminhe este email a esta pessoa. Dizem que quando uma porta se fecha, outra se abre em algum lugar, não é mesmo?



Um grande abraço e excelentes vendas e negociações!

Cordialmente,

Renato Romeo
Sócio-Fundador
SaleSolution Desenvolvimento de Vendas
romeo@salesolution.com.br

03 fevereiro 2015

O desafio de manter as vendas durante a crise

Olá!

A Editora de Negócios do DCI (Diário do Comércio Indústria e Serviços), me ligou para saber o que fazer num ano de possível crise. Está aí a minha resposta...



Abração a todos!

Renato Romeo

22 janeiro 2015

Saiu na Exame: 10 livros sobre vendas que todo empreendedor deveria ler

Amigos,

O meu livro, Vendas B2B, saiu na lista da Exame: “10 livros sobre vendas que todo empreendedor deveria ler”! Iniciar 2015 com esta notícia é muito bom!

Também tem outra novidade: iniciei no final do ano passado uma forma diferente de atender aos clientes: Coaching e Mentoring sobre vendas e negociação via internet. Já está fazendo sucesso, com clientes em Cuiabá, Salvador e Curitiba.

Foi uma forma de atender o interesse de empresas e pessoas físicas, quando se trata de apenas uma ou poucas pessoas, além de também dar suporte aos clientes que já fizeram meus cursos. É muito bom poder ajudar, mesmo estando à distância!

As classes de treinamentos presenciais serão realizadas, de agora em diante, apenas para turmas fechadas, “in company”.

Para acessar a reportagem da Exame, clique aqui:


Um grande abraço e um 2015 de quota batida a todos!

Renato Romeo
SaleSolution Desenvolvimento de Vendas
55 11 947391913/ 55 11 947292727

 

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